Entenda os principais destaques da atual temporada da Fórmula 2 até o momento. Foto em destaque: Formula Motorsport Ltd.

Depois de uma breve pausa de quase um mês, a Fórmula 2 retorna neste final de agosto para o começo de sua metade final, começando com a etapa da Itália, no lendário circuito de Monza. No momento, a luta pelo título se centra em três pilotos principais, apesar de que, matematicamente, nove pilotos ainda tem chance de levarem o campeonato até a última corrida, em Abu Dhabi.

Ao longo do ano, diversos pilotos tiveram momentos de destaque, com alguns brilhando imensamente em diversas ocasiões. E agora que a temporada está chegando em sua metade final, é importante relembrar da trajetória de alguns dos pilotos favoritos ao título até o atual momento.

A ascenção meteórica de Zane Malloney

Primeiro vencedor da temporada, Maloney é no momento um dos melhores colocados entre os segundanistas. Foto: Formula Motorsport Ltd.

Dentre os veteranos da Fórmula 2 que partem para sua segunda temporada na categoria, Zane Malloney é um dos que mais demonstrou destaque. Na sua estréia em 2023, o piloto barbadiano já teve alguns momentos de destaque, e finalizou a temporada em décimo no campeonato, com quatro pódios, tendo um segundo lugar como melhor chegada.

Para 2024, ele continuou na Carlin, que mudou de nome para Rodin Motorsport, e surpreendeu muito na primeira etapa no Bahrein, vencendo ambas as corridas do fim de semana e assumindo a liderança com tranquilidade na tabela. Ele pontuou novamente em ambas as corridas em Jidá, e levou dois pódios consecutivos entre a Feature Race de Melbourne e a Sprint Race de Imola.

Com esse resultados bons e consistentes, Maloney conseguiu abrir e sustentar uma vantagem considerável na liderança do campeonato, e era cada vez mais quisto como favorito ao título. Mas, as coisas começariam a mudar já na etapa seguinte. Nas ruas apertadas de Mônaco, o barbadiano teve desempenho apagado, marcando apenas um ponto com um décimo lugar na Feature Race.

Em Barcelona, Maloney pontuou apenas com um sétimo lugar na Feature Race, e perdeu a liderança do campeonato para Paul Aron e Isack Hadjar, caindo para terceiro. Em seguida, ele não pontuou na Áustria e perdeu o terceiro lugar para Gabriel Bortoleto, que venceu a Feature Race em Red Bull Ring.

Em meio a esses tropeços, ele conseguiu recuperar um pouco de terreno depois de subir no pódio em ambas as corridas em Silverstone, e se aproximar dos três primeiros na tabela. Entretanto, Maloney voltou a ter dificuldades em Hungaroring. Com um abandono na Sprint após ser acertado por Paul Aron, e uma chegada fora dos pontos na Feature Race, ele terminou um fim de semana sem pontuar pela segunda vez no ano.

Apesar do barbadiano ter pontuado em ambas as corridas da Bélgica, fica claro que ele está em uma fase não muito no campeonato, especiamente tendo em vista seu começo meteórico. Mas, sendo o segundo melhor colocado dentre os veteranos segundanistas, é de certa forma provável que ele consiga alguma ter algum destaque ao longo do ano.

A consistência surpreendente de Paul Aron

Com sete pódios até o momento, Paul Aron é um dos pilotos que pontuou com mais consistência ao longo do ano. Foto: Formula Motorsort Ltd

Parte da safra de estreantes deste ano, Aron veio de uma temporada de estréia forte na Fórmula 3, onde ele levou uma vitória e terminou em terceiro no campeonato. Com isso, ele conseguiu chegar a Fórmula 2, pela Hitech Grand Prix, equipe que tem destaque desde sua estréia na categoria em 2020.

E desde o começo do ano, o estoniano demonstrou bastante talento. Ele conquistou dois pódios e mais duas chegadas nos pontos nas quatro primeiras corridas, assim ficando em uma posição muito boa na classificação desde o começo. Apesar de não ter pontuado na Sprint de Melbourne, ele levou dois segundos lugares na Feature Race, e na Sprint de Imola.

Com um sétimo lugar na Sprint e um pódio na Feature Race de Mônaco, Aron assumiu a liderança da tabela, passando Zane Maloney. Após isso, em Barcelona, ele levou a Pole Position e foi quarto na Feature Race, e conquistou um pódio na Sprint. Ele conseguiu manter a consistência com mais um pódio na Sprint e um quinto lugar na Feature Race, e estava conseguindo gerenciar bem sua vantagem.

Entretanto, a liderança do estoniano no campeonato reduziu bastante em Silverstone, depois de ele abandonar a Sprint depois de bater com Pepe Martí, e de não pontuar na Feature. Apesar de ter faturado mais uma Pole em Hungaroring, ele abandonou a Feature Race e foi sexto na Sprint, o que fez ele perder a liderança na tabela para Isack Hadjar. Ele foi Pole novamente em Spa, mas teve o azar de não pontuar na Sprint, e viu seu carro sofrer uma quebra na última volta da Feature Race, que lhe custou um pódio.

Apesar de ser o único piloto no Top 10 que não conquistou sequer uma vitória, Aron demonstrou ao longo do ano bastante velocidade e, principalmente, consistência. Até o momento, ele é o piloto que mais subiu no pódio na temporada, com 7 chegadas entre os três primeiros. Apesar do azar que ele teve nas últimas corridas antes das férias, o piloto da Hitech muito provavelmente ainda terá destaques nesta metade final do ano, e é sem sombra de dúvidas um dos favoritos ao título.

O surgimento de Gabriel Bortoleto

Piloto da Invicta, Bortoleto entrou na F2 depois de levar a taça na F3 em 2023 com facilidade. Foto: Formula Motorsort Ltd.

Dentre os estreante de 2024, Gabriel Bortoleto era um dos mais esperados, depois de ter levado o título da Fórmula 3 em 2023 com bastante vantagem, em grande parte por conta de muita consistência. Mas apesar de seu retrospecto impressionante, o seu começo de temporada na Fórmula 2 ficou de certa aquém das expectativas.

Depois de se classificar em segundo, ele herdou a Pole para a Feature após seu companheiro de equipe, Kush Maini, ser desclassificado. Ele foi sexto na Sprint Race, enquanto que na Feature ele colidiu com Hadjar na largada, e acabou terminando apenas em quinto. Em Jidá, ele não pontuou na Sprint e viu seu carro quebrar na Feature Race, assim levando seu primeiro abandono no ano.

O azar do brasileiro chegou mais forte em Melbourne, onde ele abandonou ambas as corridas do fim de semana, a Sprint depois de bater em Pepe Martí na largada, e a Feature por conta de mais um problema mecânico. Com esses resultados, o brasileiro estava apenas em décimo segundo na tabela, atrás até mesmo de seu compatriota Enzo Fittipaldi. Mas, após isso, a temporada do brasileiro iria virar bastante

Em Imola, Bortoleto conseguiu cravar sua segunda Pole no ano, foi sexto na Sprint e chegou em segundo na Feature Race, poucos segundos atrás do vencedor Isack Hadjar. Depois em Mônaco, o brasileiro levou mais um pódio com um segundo lugar na Sprint e foi oitavo na Feature. Na Espanha, o brasileiro não teve um desempenho fenomenal, mas conseguiu pontuar em ambas as corridas do fim de semana e segurou uma posição melhor na classificação.

Na Áustria, Bortoleto fez um fim de semana incrível, sendo quarto na Sprint, e levando sua primeira vitória do ano na Feature, pouco a frente de Franco Colapinto da MP Motorsport, que veio rápido na segunda metade da prova. Após isso, em Silverstone, ele chegou a ser terceiro na Sprint, mas perdeu o pódio por conta de uma punição, e ainda conseguiu um sexto lugar na Feature Race.

Na próximas etapa em Spa, o brasileiro quase levou a Pole, e conseguiu chegar em segundo na Feature Race, depois de não ter pontuado na Sprint. Apesar do começo de temporada complicado, Bortoleto vem demonstrando cada vez mais velocidade e consistência. É possível cravar com certa facilidade que o brasileiro tem uma chance bem grande de levar o título, basta apenas superar a pequena diferença entre ele e o atual líder do campeonato, sobre o qual falo logo em seguida.

As performances impressionantes de Isack Hadjar

Segundanista e júnior da Red Bull, Hadjar é o piloto que mais venceu corridas na temporada. Foto: Formula Motorsport Ltd.

Dentre os segundanistas, Hadjar estava entre os que menos tinham expectativa para 2024. Ele teve um ano de estréia discreto pela Hitech Grand Prix, com uma melhor chegada de terceiro. Para seu segundo ano, ele iria para a Campos Racing, que havia terminado 2023 na nona colocação no campeonato, e estava entre as equipes do fundo de pelotão.

Mas, desde o começo do ano, era claro que Campos estava entre os times que mais bem se adaptou ao novo chassi da Fórmula 2. Assim, no Bahrein, Hajdar e seu novo companheiro de equipe, Pepe Martí, tiveram bastante destaque, com o francês levando o terceiro lugar na Sprint. Apesar de ter abandonado a Feature Race após bater com Bortoleto e Enzo Fittipaldi na largada, esse ainda era só o começo da temporada.

Em Jidá, Hadjar não pontou em ambas as corridas, depois de seu carro ter problemas na Sprint e na Feature Race. Mas, em Melbourne, o francês chegou a um outro nível. Ao longo do fim de semana, ele era o mais rápido, e conseguiu vencer ambas as corridas do fim de semana, apesar de ter perdido a vitória na Sprint por conta de uma punição. Ele ainda venceu a Feature seguinte em Imola, compensando um abandono por quebra na Sprint.

Em Mônaco, veio mais um pódio para o françês na Feature Race, o que aliado a um oitavo lugar na Sprint, o fez passar Maloney pela segunda posição no Campeonato. Ele pontuou em ambas as corridas em Barcelona, e conseguiu se aproximar levemente do líder Aron. A diferença entre os dois não mudou muito na Áustria, onde o piloto da Campos chegou em terceiro na Feature Race.

Em Silverstone, Hadjar conseguiu virar de vez Aron, depois de vencer a Feature Race da Pole, enquanto o estoniano zerou o final de semana. O francês aumentou levemente sua vantagem com um pódio na Sprint de Hungaroring, mas ele não pontou na Feature. Depois disso, Hadjar conseguiu levar sua segunda Pole em Spa e venceu a Feature Race com facilidade, poucos segundos atrás de Bortoleto, assim ampliando sua vantagem no campeonato.

Até o momento, Hadjar é o piloto com mais vitórias na temporada, tendo levado quatro triunfos, todos em Feature Races. É bem seguro dizer que o francês está entre os pilotos mais rápidos do ano, e é um dos mais prováveis candidatos a levar o campeonato. Tudo depende de ele conseguir manter essa velocidade nas quatro últimas corridas do ano, que são tão cruciais quanto as que vieram antes.

Os altos e baixos de Franco Colapinto

Piloto da MP Motorsport e júnior da Williams, Colapinto veio de um ano de destaque na F3 em 2023. Foto: Getty Images/Divulgação F2

Apesar de ter tecnicamente estreado na última corrida de 2023 no lugar de Jehan Daruvala na MP Motorsport, Franco Colapinto ainda é novato este ano, e é um que apresentou uma das pilotagens mais agressivas até agora. Ele vem de um quarto lugar na Fórmula 3 em 2023, com duas vitórias, e uma consistência bem perceptível, especialmente na metade da temporada. Mas, apesar das expectativas, seu começo de ano não foi dos mais brilhantes.

No Bahrein, o argentino pontuou apenas com um sexto lugar na Feature, e não pontuou em ambas as corridas em Jidá. Em Melbourne, ele conseguiu demonstrar mais velocidade e habilidade do que nas etapas anteriores, terminando a Sprint na quarta posição, e chegando em segundo na Feature Race, apesar de ele posteriormente perdeu este pódio por conta de uma irregularidade técnica em seu carro.

Em Imola, ele continuou a demonstrar rapidez, levando sua primeira vitória na corrida Sprint, e chegando em quinto na Feature Race. Mas, apesar destes lampejos de velocidade, o argentino teve performances apagadas nas próximas três corridas, chegando em quinto na Sprint de Mônaco, e não pontuando na Feature Race e também na próxima Sprint, em Barcelona. Entretanto, ele conseguiu remediar um pouco estes resultados, com um segundo lugar na Feature Race na Espanha.

Na etapa seguinte na Áustria, o piloto MP novamente não pontuou na Sprint, mas foi o piloto mais rápido na Feature Race no domingo, chegando em segundo, poucos segundos atrás do vencedor Bortoleto. O período de alta continuou em Silverstone, com quinto lugar na Sprint e um quarto lugar na Feature. O argentino depois foi quinto na Sprint de Hungaroring, mas não conseguiu pontuar na Feature Race.

Em Spa, Colapinto teve uma performance bem discreta, chegando em oitavo na Sprint, depois de duelar com Andrea Kimi Antonelli no começo da prova, e abandonando a Feature Race devido a um problema mecânico em seu carro ainda na primeira volta. Assim, o piloto da MP acabou perdendo o quinto lugar na classificação para Jak Crawford, que subiu no pódio na Feature Race de Spa.

Ao longo da temporada, Colapinto demonstrou em diversos momentos um estilo de pilotagem bastante agressivo e rápido, o que além de gerar duelos com boa parte do grid, lhe garantiu bons resultados e que o ajudam a se manter entre os primeiros na classificação. Ainda há muita oportunidade para o argentino brilhar neste ano, assim como existe uma chance relativamente palpável de ele levar o campeonato. O que mais importa para isso acontecer, é aliar a agressividade e velocidade com a consistência.

A provável última chance de Dennis Hauger

O único piloto terceiranista na categoria, Hauger já está em sua segunda temporada pela MP Motorsport. Foto: Getty Images/Divulgação F2

Existem poucos pilotos que ficaram tanto tempo na Fórmula 2 quanto o norueguês Dennis Hauger da MP Motorsport. Ele estreou com a Prema em 2022, onde levou duas vitórias e mais dois pódios, terminando em décimo no campeonato. Ele se mudou para a MP em 2023, onde terminou o ano em oitavo, novamente com duas vitórias e mais dois pódios.

No Bahrein, o norueguês não teve um começo de temporada ruim, chegando em oitavo em ambas as corridas. Em Jidá, ele conquistou sua quinta vitória na categoria na Sprint Race, e chegou em terceiro na Feature Race. Com esses resultados, ele subiu para a segunda colocação no campeonato, logo a frente de Enzo Fittipaldi, que venceu a Feature do fim de semana.

Em Melbourne, o norueguês fez sua primeira Pole na temporada para a Feature Race, e já gerou alguma expectativa depois de chegar em segundo na Sprint. Mas, o piloto da MP não largou bem no domingo, e acabou abandonando a prova depois uma batida. Ele não pontuou em ambas as corridas do próximo fim de semana em Imola, o que o fez perder posições na classificação, caindo para sétimo, atrás inclusive de seu novo companheiro de equipe Franco Colapinto.

Hauger teve um desempenho melhor na próxima etapa em Mônaco, com um terceiro lugar na Sprint e um sexto lugar na Feature Race. Entretanto, ele teve uma performance apagada em Barcelona, não pontuando em ambas as corridas, se mantendo em sétimo na tabela. Na Áustria, Hauger fez sua segunda Pole no ano, mas acabou não pontuando na Feature Race, depois de seu carro ter um problema na largada. Apesar disso, ele pontuou na Sprint com um quinto lugar.

Após isso, o norueguês fez uma sequência boa, pontuando em ambas as corridas de Silvertone e de Hungaroring. Essa sequência continuou em Spa, com um segundo lugar na Sprint Race. Mas, Hauger acabou tendo um desempenho discreto na Feature, o que o impediu de ganhar mais espaço na classificação.

Sendo o segundo piloto mais veterano atualmente no grid da Fórmula 2, Hauger teve em algumas partes do ano performances muito boas e consistentes, mas que foram contrastadas com várias corridas apagadas. A experiência do norueguês na categoria é ao mesmo tempo uma coisa que joga ao seu favor, e contra ele. Fora que essa provavelmente será sua última temporada na categoria, já que nenhum piloto quer ficar tanto tempo na mesma categoria de base.

Ele ainda tem uma chance bem considerável de levar o título, ou, caso não conseguir este feito, ter sua melhor colocação no campeonato até hoje. Hauger é definitivamente um piloto rápido e que consegue competir entre os melhores da categoria, basta apenas que ele consiga melhorar a consistência nos resultados.

Os surpreendentes destaques de Andrea Kimi Antonelli

Piloto júnior da Mercedes, Antonelli é o corredor mais jovem do grid, tendo feito 18 anos em julho. Foto: Getty Images/Divulgação F2

De todo os pilotos do grid, Andrea Kimi Antonelli é de longe um dos que mais vem chamando a atenção. O jovem que começou a temporada com apenas 17 anos foi campeão da Fórmula Regional Européia em 2023, de forma dominante, e pulou a Fórmula 3 para ir direto para a Fórmula 2. Aliado a este pulo, outra coisa que chama atenção é o fato de ele ser um piloto júnior da Mercedes.

No começo deste ano, o heptacampeão Lewis Hamilton anunciou que deixaria a Mercedes para se juntar a Ferrari em 2025, e com isso a equipe teria de procurar alguém para substituir o britânico e ser o novo companheiro de equipe de George Russell. Dentre os mais cotados para substituir Hamilton na Mercedes, Antonelli é um dos favoritos, apesar de ainda ser muito jovem e de ter pulado uma das etapas nas categorias de base.

E foi em meio a essa expectativa que Antonelli estreou na Fórmula 2, com uma performance bem discreta no Bahrein, onde conseguiu pontuar com um décimo lugar na Feature Race. Em seguida, ele foi sexto em ambas as corridas em Jidá, e chegou a andar entre os primeiros na Sprint Race de Melbourne, antes de rodar e abandonar a corrida. Mas, ele compensou o resultado decepcionante com um quarto lugar na Feature Race.

Em Imola, o italiano repetiu o melhor resultado de quarto lugar na Feature Race, depois de não pontuar na Sprint, e depois conseguir pontuar em ambas as corridas em Mônaco. Com estes resultados, Antonelli subiu para sexto na classificação. Mas, depois da prova em Monte Carlo, o piloto da Prema teve uma sequência de dois fins de semana sem pontuar, na Espanha e na Áustria, e acabou perdendo três posições na classificação.

Após isso, em Silverstone, Antonelli se classificou em décimo e largou da Pole na Sprint. O italiano dominou a prova para conquistar sua primeira vitória na Fórmula 2. Apesar de ele não ter pontuado na Feature Race, isso não apagou o feito do sábado. No fim de semana seguinte em Hungaroring, o italiano não pontuou na Sprint, mas na Feature Race ele conseguiu superar Bortoleto e Aron para conquistar sua segunda vitória no ano, o que o alavancou à quarta colocação no Campeonato.

No último fim de semana antes das férias, em Spa, Antonelli conseguiu pontuar em ambas as etapas, e teve como destaque um duelo com Franco Colapinto na Sprint. Apesar de ter tido um começo de temporada discreto, Antonelli vem conseguindo alcançar resultados cada vez mais surpreendentes, especialmente tendo em vista sua idade. Atualmente sétimo colocado no campeonato, não está confirmado ainda se ele realmente substituirá Hamilton na Mercedes, mas é certa que seu ano de estréia na Fórmula 2 vem sendo bem interessante no geral.

O ano discreto mas consistente de Jak Crawford

Segundanista, Crawford estreou em 2023 na Hitech, e agora corre pela DAMS. Foto: Getty Images/Divulgação F2

Outro dos veteranos que vem para seu segundo ano, Crawford teve uma temporada de estréia que chamou alguma atenção. Correndo pela Hitech, o piloto norte-americano conquistou uma Pole Position, e levou cinco pódios, o que incluiu uma vitória na Sprint Race da Áustria. Para 2024, ele decidiu se mudar para a equipe DAMS, que assim como a Hitech, geralmente nada no meio do pelotão.

Crawford começou a temporada até que bem, com um segundo lugar no Bahrein, na Sprint Race, seguido de um quinto e um quarto lugar nas corridas Jidá. O norte-americano teve performance discreta nas próximas duas provas em Melbourne e Imola, tendo como melhor resultado um sétimo lugar na Feature Race de Imola, e marcando ao todo apenas oito pontos nos dois eventos.

Na etapa seguinte em Mônaco, o piloto da DAMS não pontou em ambas as corridas, mas compensou isso com um fim de semana memorável na etapa seguinte em Barcelona. Ele conseguiu primeiro um quinto lugar na Sprint, que virou uma quarta posição graças à punição de seu companheiro de equipe Juan Manuel Correa, e depois levou sua segunda vitória na Fórmula 2 na Feature Race.

Após isso, ele pontuou em ambas as corridas da Áustria, e depois, em Silverstone, foi sexto na Sprint e levou mais um pódio com um terceiro lugar na Feature Race. Apesar de não ter pontuado no fim de semana seguinte, em Hungaroring, os resultados consistentes deixaram o norte-americano em sétimo no campeonato chegando na etapa da Bélgica.

Em Spa, Craford se classificou no top 5, e chegou justamente na quinta posição na Sprint Race. Na Feature Race, ele demonstrou uma performance consistente ao longo da prova, e após a quebra de Paul Aron na última volta, conseguiu alcançar a terceira colocação, assim conquistando seu quarto pódio na temporada.

Apesar de ter tido performances bem apagadas e esquecíveis, Crawford demonstrou velocidade e talento diversas vezes, especialmente a partir da metade da temporada. Atualmente quinto colocado na classificação, o norte-americano não está exatamente entre os mais favoritos ao título, mas a consistência que ele começou a apresentar a partir da metade do ano é algo que joga muito à favor dele na briga pelo título.

Expectativas gerais para a reta final

Dentre todos os pilotos que tiveram momentos de destaque ao longo da temporada, o que é provavelmente o mais favorito ao título é Isack Hadjar. O piloto da Campos conseguiu assumir a liderança da classificação com facilidade, e já está abrindo ao poucos uma vantagem considerável sobre os seus principais rivais na pista.

Mas, apesar disso, é difícil negar que principalmente Gabriel Bortoleto e Paul Aron também tem algum favoritismo na disputa. O brasileiro vem demonstrando cada vez mais velocidade e consistência desde a metade da temporada, enquanto o estoniano vem se mostrando o piloto mais consistente no ano, sendo o que mais pontuou até agora na temporada.

Fora eles, Maloney ainda tem diversas oportunidades para recuperar terreno, depois de ter começado o ano como líder do campeonato; Jak Crawford tem ao seu lado uma boa consistência; Franco Colapinto tem muito potencial especialmente pela sua pilotagem agressiva; Antonelli vem se adaptando cada vez mais ao carro e tem muito potencial para conseguir melhores resultados; e Hauger tem muita experiência e oportunidades para conseguir melhorar sua situação no campeonato.

Com tantos pilotos com chances boas de conquistar o título, 2024 será certamente uma temporada bastante memorável, ainda mais que 2023. Mesmo com Hadjar sendo líder atualmente, ainda há muita chance de Bortoleto, Aron, Maloney, Crawford, e até Colapinto, Antonelli e Hauger levarem o campeonato. Somente o tempo dirá com certeza quem irá sair por cima na metade final deste ano.

2 respostas a “A reta final da F2 2024”

  1. Avatar de ambitiousd15e798cce
    ambitiousd15e798cce

    F2 está ficando interessante. Parabéns Alex!

    Curtido por 1 pessoa

  2. Avatar de Valeria Sotelio
    Valeria Sotelio

    Parabéns Alex, amei conteúdo!!

    Curtido por 1 pessoa

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